Rondônia, 21 de janeiro de 2020

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30/12/2019 14:08

Brasil

"Com religião se brinca sim", diz Porchat após polêmica com Jesus gay

"Com religião se brinca sim", diz Fabio Porchat

"Com religião se brinca sim", diz Porchat após polêmica com Jesus gay

Fabio Porchat comentou sobre o ataque com coquetéis molotov à sede do Porta dos Fundos, que ocorreu na madrugada do dia 24, véspera de Natal, em um artigo publicado no jornal O Globo nesta segunda-feira, 30. No texto, o humorista afirma que "com religião se brinca sim" e defende a liberdade de expressão, bem como o direito das pessoas de se sentirem ofendidas com alguma piada, desde que não vá contra a lei.

"Sinto lhe informar, mas com religião se brinca sim. Com qualquer uma. Se brinca com religião, com futebol, com política, com a minha mãe, com o Detran, com o que você quiser. Isso não sou eu que estou dizendo, é a Constituição brasileira", escreve o ator no início da publicação.

Ele e a produtora de vídeos Porta dos Fundos têm sido alvos de críticas desde o lançamento do especial de Natal A Primeira Tentação de Cristo, na Netflix. Na produção, Jesus é interpretado por Gregório Duvivier e estaria em um relacionamento com outro homem.

"Satirizar a Bíblia, olhe só, não é contra a lei. Chutar a Nossa Senhora é contra a lei. Depredar centros de umbanda é contra a lei. Dizer que você tem que parar de tomar remédio e só quem cura é Deus é contra a lei. Jogar coquetel molotov em uma produtora porque não gostou do que ela produziu é contra a lei. E, veja, brincar com a imagem de Deus não é intolerância. Intolerância é não querer deixar que brinquem", afirma Porchat.

No texto, o ator diz que respeita quem não brinca com religião, mas que a "lei de Deus" e a "lei pessoal" não valem para todos. "Como você leva a sua vida é problema seu; como eu levo a minha, meu. Até porque o que é sagrado pra você, não é pra mim e vice e versa. Sátiras são fundamentais para que uma sociedade democrática (como, por acaso, ainda é o Brasil) possa rir de si mesma", comenta.

Ao defender a liberdade de expressão, o humorista afirma que ele mesmo pode se sentir ofendido com alguma piada, mas, ainda assim, a outra pessoa tem o direito de fazê-la. Porchat lembrou que os especiais de Natal produzidos pelo Porta dos Fundos desde 2013 "nunca" tiveram "nenhuma reação violenta direta" e questionou o porquê de isso ocorrer em 2019.

O humorista finalizou o artigo dizendo que se orgulha de "fazer parte de um núcleo criador que escancara nossa podridão". "Viva o humor! Viva a liberdade de expressão! Viva a tolerância! E, por que não, viva Jesus!", escreveu.


Fonte:Estadão





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