19/02/2026 09:15h - Rio de Janeiro - Cultura

Unidos do Viradouro leva o título; Acadêmicos de Niterói, com homenagem a Lula, termina em última

Escola somou 270 pontos na Sapucaí com homenagem ao mestre de bateria Ciça, enquanto Niterói terminou na última posição - Divulgação

A Unidos do Viradouro foi consagrada campeã do Carnaval do Rio de Janeiro nesta quarta-feira, 18. Com o samba-enredo “Pra Cima, Ciça!”, a escola somou 270 pontos e conquistou seu quarto título. O enredo homenageou Moacyr da Silva Pinto, o Mestre Ciça, que completou 70 anos e 55 anos de participação no Carnaval, tornando-se uma das figuras mais icônicas da festa. O desfile percorreu a Marquês de Sapucaí com 23 alas, seis carros alegóricos, dois tripés e 2.500 componentes. A apresentação contou a trajetória de Ciça desde a Estácio de Sá até a atualidade, emocionando o público. Juliana Paes retornou ao posto de rainha da bateria após 17 anos, com direção de Tarcísio Zanon, interpretação do samba por Wander Pires e condução do pavilhão por Julinho Nascimento e Rute Alves. A bateria foi um dos destaques da Viradouro, desfilando grande parte do tempo sobre um carro alegórico com Ciça à frente. O carnavalesco Paulo Barros também participou como destaque em uma das alegorias, reforçando a força da escola na Sapucaí. Já a Acadêmicos de Niterói terminou na última posição, sendo rebaixada para a Série Ouro. Com o samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a escola homenageou o presidente Lula, contando sua infância no agreste pernambucano, a mudança para São Paulo e a trajetória política. O desfile, puxado por Emerson Dias, teve a presença do presidente na Sapucaí, que desceu do camarote para cumprimentar o mestre-sala e a porta-bandeira da escola. Apesar da repercussão do enredo, a Acadêmicos de Niterói recebeu notas baixas em fantasia, alegoria e adereços, bateria e mestre-sala e porta-bandeira, totalizando 264,6 pontos. O resultado a deixou atrás de todas as demais escolas do grupo especial, confirmando o rebaixamento. Por José Assis Cavalcante Neto

Fonte: Jornal Rondônia

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