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14/01/2022 16:31h - Brasil - Geral

Uso de cheque cai 93,4% no Brasil entre 1995 e 2021, mostra Febraban

Foram compensados 218,9 milhões de cheques no ano passado, com valor total de R$ 667 bilhões, 0,22% menor que em 2020

Em mais um ano de queda, o uso de cheques caiu 23,7% no Brasil em 2021 na comparação com o ano anterior, de acordo com levantamento divulgado, nesta sexta-feira (14), pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos). Foram compensados 218,9 milhões de cheques no ano passado, com valor total de R$ 667 bilhões, 0,22% menor que o registrado em 2020. O total de cheques compensados no ano passado representa uma fração dos 3,3 bilhões compensados no país em 1995, o primeiro ano da série e também o que teve a maior quantidade de documentos compensados. Em 26 anos, o número caiu 93,4%, diante do avanço de meios eletrônicos de pagamento. Ao longo do período, as estatísticas compiladas pela Febraban a partir do Compe (Serviço de Compensação de Cheques) mostram quedas em quase todos os anos, com poucas exceções. "As estatísticas divulgadas pela Febraban revelam que o cliente bancário tem deixado, cada vez mais, de usar cheques e optado por outros meios de pagamento, em especial os canais digitais (internet e mobile banking), que atualmente são responsáveis por 67% de todas as transações feitas no país, segundo a última edição da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária", diz Walter Faria, diretor adjunto de serviços da entidade. Em comparação, no primeiro ano de funcionamento do Pix, sistema de pagamentos instantâneos colocado no ar pelo Banco Central em novembro de 2020, foram 7 bilhões de transações, com volume financeiro de R$ 4 trilhões. A última edição do Radar Febraban mostrou que 71% dos brasileiros já usam o Pix. A menor utilização dos cheques também levou a uma redução de outros números relacionados ao meio de pagamento. Em 2021, foram devolvidos 18,6 milhões de cheques, queda também de 23,7% em relação ao ano anterior. O total de cheques sem fundos caiu de 15,2 milhões para 13,6 milhões entre 2020 e o ano passado.
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Fonte: Estadão

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