01/10/2025 14:50h - Israel - Mundo

Benjamin Netanyahu não aceita criação de Estado palestino e é alvo de críticas e pressões internas

Premiê afirmou que reconhecimento não está no acordo, apesar de texto indicar caminho para Estado da Palestina. Ministro de governo chamou proposta americana de fracasso - Foto: Reprodução

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que não aceitou a criação de um Estado palestino em reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na segunda-feira (29). O líder israelense está sendo alvo de críticas e pressões internas por causa do acordo. "De jeito nenhum, e não está escrito no acordo. Uma coisa ficou clara: nos oporemos com veemência a um Estado palestino", afirmou em um vídeo publicado desta terça-feira (30) no Telegram. O texto divulgado pela Casa Branca é vago sobre a criação do Estado da Palestina, mas indica um caminho que pode levar a esse reconhecimento no futuro. A proposta condiciona a existência do Estado palestino ao avanço da reconstrução de Gaza e a reformas na Autoridade Palestina. Só então haveria condições para seguir “em direção à autodeterminação e ao Estado palestino, reconhecido como a aspiração do povo palestino”. O plano dos Estados Unidos também prevê a retirada gradual das Forças de Defesa de Israel da Faixa de Gaza após o acordo ser fechado. No entanto, mesmo tendo afirmado apoiar a proposta ao lado de Trump, Netanyahu declarou que o Exército permanecerá na maior parte do território. "Nós vamos recuperar todos os nossos reféns, vivos e bem, enquanto o Exército permanecerá na maior parte da Faixa de Gaza", disse. A proposta de paz apresentada pelos Estados Unidos foi mal-recebida por parte do governo de Israel. O ministro das Finanças do país, Bezalel Smotrich, classificou o plano de Trump para acabar com a guerra como "um fracasso diplomático estrondoso". Em uma rede social, Smotrich afirmou que o documento de 20 pontos é uma "mistura intragável" e "desatualizada". Disse ainda que representa "um retorno à concepção de Oslo". O comentário é uma referência ao acordo de 1993 entre Israel e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), com mediação da Noruega. O pacto buscava a paz com reconhecimento mútuo, mas não foi concretizado.

Fonte: G1

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