03/09/2026 09:12h - China - Mundo

China tem terremotos de magnitude 4.8 e 5 próximos ao Tibete uma semana após avalanche histórica

Primeiro abalo foi registrado a 10 km de profundidade; na semana passada, agências revisaram a causa de enchentes no Himalaia - Foto: Reprodução/Google Maps

Um terremoto de magnitude 5 atingiu o Tibete, na China, nesta quinta-feira (3), informou o Centro Alemão de Pesquisa em Geociências (GFZ). Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o epicentro do terremoto na região de Xizang, no oeste chinês, próximo à fronteira com a Índia. Um segundo abalo, de magnitude 4.8, foi registrado horas depois, às 8h39, na cidade chinesa de Mianyang. O município fica na região de Sichuan, também no planalto tibetano, no sudoeste do país, informou o Centro de Redes Sismológicas da China. Segundo o instituto alemão, o primeiro tremor ocorreu a uma profundidade de 10 quilômetros. Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre vítimas ou danos. O abalo inicial atingiu a encosta de uma montanha na cordilheira no Himalaia às 2h16 pelo horário de Brasília. O terremoto desta quinta-feira (3) não fica próximo de onde ocorreram as enchentes da semana passada, na fronteira entre o Tibete e o Nepal. O desastre iniciado na quarta-feira passada (26) deixou, ao menos, 1.252 mortes e 4.216 desaparecidos no Nepal. Do lado chinês, foram 21 vítimas fatais e 541 paradeiros. Logo após o desabamento, especialistas notificaram que um lago formado após o colapso da geleira poderia se romper nos dias seguintes e provocar novas avalanches na região. O alerta foi divulgado pelo jornal Times of India, com base em informações de autoridades chinesas. À época, agências de monitoramento sismológico chegaram a informar que as enchentes devastadoras no Nepal haviam sido desencadeadas por um terremoto. O USGS, por exemplo, registrou inicialmente um evento sísmico de magnitude 4,4 na região da fronteira entre s países atingidos. Após uma análise mais detalhada de estações sísmicas, ondas de baixa frequência e imagens de satélite, porém, o órgão revisou a avaliação e afirmou que não houve abalo sísmico. Segundo os pesquisadores, o sinal detectado pelos sismógrafos foi causado pelo colapso de uma geleira e pelo enorme fluxo de gelo, rochas e detritos que desceu montanha abaixo. O USGS atualizou o evento para uma magnitude equivalente a 5,2 e concluiu que a energia registrada foi produzida pelo deslizamento da massa de gelo, responsável pelas enchentes. De acordo com especialistas, uma grande porção de geleira se desprendeu de uma encosta a cerca de 5.200 metros de altitude. A massa de gelo e rochas despencou pelo vale, atingiu um rio na região de Lhende Khola e gerou uma enxurrada carregada de detritos, que avançou rapidamente pelos cursos d'água até áreas habitadas.

Fonte: Metrópoles

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