Rondônia, 22 de abril de 2019

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06/02/2019 09:35

Estados Unidos

Donald Trump afirma que vai mesmo construir muro na fronteira com o México

Com temas como imigração, guerra às drogas, economia, política internacional, Trump fez um discurso para conciliar o país

Donald Trump afirma que vai mesmo construir muro na fronteira com o México

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no tradicional discurso anual para os congressistas norte-americanos abordou uma série de temas nacionais e internacionais. Pregando a conciliação do país, após o mais longo período de paralisação (shutdown), ressaltou a economia 'invejável' do país, voltou a defender a construção do muro na fronteira com o México e anunciou uma reunião com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

Em discurso, Trump fez um chamado à cooperação entre os dois partidos, por considerar a divisão do Legislativo, com uma casa controlada por republicanos e outra por democratas, como uma "nova oportunidade na política" do país.

"Milhões de concidadãos estão nos observando agora, reunidos aqui, esperando que governemos não como dois partidos, mas como uma nação", disse Trump durante o seu discurso anual sobre o Estado da União.

"Há uma nova oportunidade na política americana, se tivermos a coragem de aproveitá-la juntos. A vitória não é ganhar para o nosso partido. A vitória é ganhar para o nosso país", acrescentou.

"Agora que começamos uma nova legislatura, estou preparado para trabalhar com vocês para conseguir avanços históricos para todos os americanos", destacou.

Muro da discórdia

Donald Trump voltou a afirmar que construirá o muro na fronteira com o México e indicou que seu governo enviou ao Congresso uma proposta "de bom senso" para pôr fim à "crise" nessa região.

"No passado, a maioria das pessoas nesta sala votaram por um muro, mas o muro adequado nunca foi construído. Eu farei com que seja construído", garantiu Trump no seu segundo discurso sobre o Estado da União desde sua chegada ao poder, em janeiro de 2017.

A disputa no Congresso pelos recursos para o muro fronteiriço desencadeou o fechamento parcial do governo, que durou 35 dias e que adiou em uma semana o discurso do governante.

Trump assegurou que, enquanto falavam ali, "grandes caravanas" de imigrantes marchavam para os Estados Unidos, e advertiu que nenhum tema ilustra melhor a divisão entre a classe trabalhadora e a classe política americana do que a "imigração ilegal".

Segundo detalhou, sua proposta ao Congresso inclui assistência humanitária, mais agentes da lei, o fortalecimento dos mecanismos para a detecção de drogas e a prevenção do tráfico de crianças.

Mas, além disso, Trump voltou a atacar os imigrantes ilegais e advertiu que "ano após ano inumeráveis americanos são assassinados por estrangeiros ilegais criminosos".

"A tolerância para a imigração ilegal não é compassiva, é cruel", ressaltou, ao mesmo tempo em que rotulou de "selvagem" a gangue salvadorenha MS-13.

Os EUA começaram a aplicar oficialmente uma política de "tolerância zero" contra a imigração ilegal em abril do ano passado, quando as autoridades começaram a processar criminalmente os adultos que chegavam irregularmente ao país, o que originou a separação de cerca de 3.000 menores dos seus pais imigrantes ilegais.

Além disso, em dezembro do ano passado, os EUA anunciaram que devolveriam ao México todos os migrantes que entrassem irregularmente pela fronteira comum, incluindo os solicitantes de asilo, à espera de que se resolvam os seus casos; uma medida que foi qualificada de "unilateral" por parte das autoridades mexicanas.

Nos últimos meses se organizaram várias caravanas de migrantes procedentes da América Central que partiram para o norte em direção à fronteira entre EUA e México, o que exacerbou o discurso contra imigrantes de Trump.

Economia pujante

Donald Trump disse também que sua gestão se traduziu em um "boom econômico sem precedentes". "Em apenas dois anos desde as eleições, impulsionamos um boom econômico sem precedentes, um boom que raras vezes se viu antes", afirmou Trump, que disse que se trata de um "milagre econômico".

"Criamos 5,3 milhões de novos trabalhos e somamos 600.000 novos postos trabalhos para a indústria. Algo que quase todo o mundo dizia que era impossível de fazer, mas o fato é que só estamos começando", acrescentou.

O presidente afirmou também que a economia dos EUA é considerada "de longe a mais potente do mundo" e que "está crescendo quase com o dobro da rapidez" de que quando chegou à Casa Branca em janeiro de 2017. Segundo Trump, a economia americana é "a inveja do mundo".

Apesar de se gabar de uma economia pujante, Trump alertou que este "milagre" está ameaçado por "guerras tolas", "ridículas investigações partidárias" e pela "política", sem entrar em maiores detalhes.

O presidente ainda destacou as baixas taxas de desemprego entre todos os setores demográficos, a reforma tributária que impulsionou e o fato de que "as empresas estão retornando ao país em grande número graças a essa histórica redução de impostos".

Além disso, ressaltou que os EUA são agora "o primeiro produtor mundial de petróleo e gás".

Paz mundial

Outro tema presente no discurso do presidente norte-americano foi a guerra no Afeganistão. Para ele, "chegou a hora" de tentar a paz depois de duas décadas de conflito armado.

"Não sabemos se alcançaremos um acordo, mas sim sabemos que, depois de duas décadas de guerra, chegou a hora de pelo menos tentar a paz", declarou o governante americano no seu segundo discurso sobre o Estado da União.

Dessa forma, Trump assegurou que, durante sua presidência, acelerou "as negociações para alcançar um acordo político no Afeganistão".

Nesse sentido, destacou que o governo americano está "mantendo conversas construtivas" com vários grupos afegãos, "incluindo os talibãs".

"À medida que avancemos nestas negociações, poderemos reduzir a presença das nossas tropas e estabilizar-nos na luta contra o terrorismo", argumentou Trump.

Além disso, durante a parte do discurso dedicada às atuações dos EUA no Oriente Médio, Trump lembrou que no mês passado as forças americanas mataram um dos supostos autores do ataque contra a embarcação da Marinha americana USS Cole no Iêmen no ano 2000, que deixou 17 soldados mortos.

"É uma honra para nós que nos acompanhe esta noite Tom Wibberley, cujo filho, Craig Wibberley, foi um dos 17 marinheiros que perdemos tragicamente", disse Trump entre aplausos.

Donald Trump, anunciou ainda, sua segunda cúpula com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, será realizada no Vietnã nos próximos 27 e 28 de fevereiro, e defendeu sua "histórica busca da paz na península coreana". "Resta muito trabalho a fazer, mas minha relação com Kim Jong-un é boa", acrescentou.


Fonte:EFE





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