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19/10/2026 13:46h - Índia - Mundo

Ela passou a vida toda tentando ter um filho e conseguiu aos 72 anos; conheça a história

Daljinder Kaur, uma mulher com mais de 70 anos no norte da Índia, deu à luz a seu primeiro filho em 2016 - Foto: Reprodução

Nesta quinta-feira (15), a atriz Hilary Swank anunciou a gravidez de seu terceiro filho aos 52 anos. Intervenções médicas hoje possibilitam que pessoas engravidem em idades cada vez mais avançadas; a artista contou ter congelado seus óvulos para preservar a capacidade de gestar um bebê. Este avanço ficou evidente com a história de Daljinder Kaur, uma indiana de Amritsar, no norte do país, que engravidou após os 70 anos graças a um tratamento de fertilização in vitro. Seu primeiro filho, Arman Singh, nasceu em 2016. Quem é a mulher mais velha do mundo a engravidar? Daljinder Kaur tinha entre 70 e 72 anos quando conseguiu ficar grávida através de fertilização in vitro feita na clínica National Fertility & Test Tube Baby Centre, em Haryana, na Índia. A inconsistência na idade se deve à ausência de uma certidão de nascimento, o que era comum no país quando Kaur nasceu. Ela e Mohinder Singh Gill, um fazendeiro de 80 anos, estavam casados há 46 quando decidiram tentar, mais uma vez, ter um filho. Na época, Daljinder contou à AFP que o casal havia praticamente desistido de ser pais quando viu um anúncio do centro de fertilidade sobre fecundação assistida. "Pensamos que tínhamos que tentar", disse. No site da clínica em Haryana, diversos outros casais de idade avançada são retratados com seus próprios bebês; mães com mais de 60 anos e até outra mulher que engravidou depois dos 70 aparecem nas fotos destacadas na página inicial. O bebê Arman Singh teria sido concebido com óvulo e esperma do próprio casal e nasceu em 19 de abril de 2016, pesando apenas dois quilos. Seu nome significa "desejo" ou "esperança". Ele foi descrito pelo National Fertility Centre como "saudável e forte". Onze meses depois do parto, a agência Cover Asia Press fez nova visita à família. Agora com cerca de 73 anos, Kaur confessou que a gravidez e os cuidados com o recém-nascido deixaram um impacto maior do que o previsto em sua saúde. Ela precisou parar de amamentar Arman apenas três meses depois do nascimento e passou a sofrer com pressão alta e dores nas articulações. "Eu fico cansada com facilidade agora. Já fui a vários médicos, mas eles só me dão remédios e me passam dietas", contou. "Me preocupo pelo Arman. Tenho que cuidar da minha saúde, mas também preciso cuidar dele. Desde que ele começou a engatinhar, preciso ficar apoiada nas minhas mãos e nos meus joelhos, e tem sido difícil. Meu corpo não aguenta." Ela também afirma ter decidido não procurar ajuda além de seu marido para os cuidados com a criança. "Nós ficamos doentes com frequência por conta da idade, mas temos que lidar com isso para cuidar do nosso filho. Eu faço a maior parte do trabalho, mas o pai dele ajuda onde pode." Singh e Kaur dizem não se arrependerem da gravidez tardia. "Ele é uma criança muito simpática e sorri para todos. Isso torna as coisas bem fáceis para mim", elogiou a mãe. Logo após o parto, em entrevista à AFP, Mohinder já havia afirmado: "As pessoas perguntam o que acontecerá com o menino quando morrermos. Mas eu tenho fé, Deus é onipotente e onipresente e cuidará de tudo." História causou furor na comunidade médica indiana O caso de Daljinder Kaur recebeu reações mistas quando foi divulgado em 2016, fomentando debates sobre ética na tecnologia de reprodução assistida. A clínica National Fertility & Test Tube Baby Centre, com foco em promover gravidez na terceira idade, defendeu seu trabalho em um comunicado à imprensa. "A decisão de passar por tratamentos de fertilidade deve ser deixada aos pacientes, pois a reprodução é um direito fundamental. O governo não pode prevenir isso, já que as mulheres estão parindo, não matando", diz o texto assinado pelo médico e dono do centro, Anurag Bishnoi.

Fonte: CNN Brasil

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