Rondônia, 02 de junho de 2020

NOTÍCIAS

23/05/2020 08:18

Colombia

Empresário inventa cama hospitalar que se transforma em caixão para vítimas de coronavírus

Empresário cria cama-caixão para vítimas de coronavírus - Foto: Luisa Gonzalezz/Reuters

Empresário inventa cama hospitalar que se transforma em caixão para vítimas de coronavírus

Imagens perturbadoras de corpos de dezenas de vítimas de coronavírus esperando para ser enterrados nas ruas de Guayaquil, a maior cidade do Equador, motivaram um empresário da Colômbia a criar algo que ele espera que evite uma situação semelhante em outros países: camas hospitalares que podem ser convertidas em caixões.

Até agora, o sistema de saúde colombiano não está sobrecarregado de pacientes da covid-19 - o país está chegando ao fim de dois meses de quarentena -, mas a pandemia causa superlotação em hospitais e funerárias em outros locais.

Temeroso de que o sistema de saúde de sua nação possa não dar conta das vítimas em algum momento, Rodolfo Gómez, cuja empresa ABC Displays normalmente produz material de marketing, projetou as camas-caixões em papelão.

"Vimos o que estava acontecendo no Equador, que as pessoas estavam levando familiares mortos para as ruas... o que também está acontecendo é que os serviços funerários estão entrando em colapso com a pandemia", disse Gómez, de 44 anos. "Então começamos a desenvolver uma cama que pudesse ser convertida em um caixão."

As camas têm grades de metal, rodas com freios e podem ser inclinadas para cima e para baixo, suportando até 150 quilos. Ele disse que as camas-caixões biodegradáveis custam entre 92 e 132 dólares.

Gómez espera que o custo baixo permita que governos locais e provinciais ajudem a equipar hospitais de forma barata. Converter os leitos em caixões se um paciente morrer também reduzirá uma possível contaminação, argumentou.

"Assim que os corpos são preparados, ele é convertido em um caixão e coberto", disse ele na fábrica de Bogotá, que consegue produzir até 3 mil camas por mês. "Os funcionários que estão próximos não são expostos a um risco."

As primeiras camas-caixões serão doadas ao hospital de Letícia, uma cidade da Amazônia colombiana que tem um número alto de casos e capacidade hospitalar limitada.

Gómez diz que já conversou com clientes em potencial de Peru, Chile, Brasil, México e Estados Unidos.


Fonte:Reuters





Últimas notícias

Carregando...

Notícias relacionadas

Carregando...
Carregando...