Rondônia, 03 de agosto de 2021

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17/07/2021 23:24

Haiti

Viúva de presidente volta ao Haiti após se recuperar em hospital nos EUA

A viúva do presidente assassinado do Haiti, Martine Moise, é acompanhada pelo primeiro-ministro interino do país, Claude Joseph, no aeroporto de Porto Príncipe, ao retornar ao país, no sábado (17) — Foto: Prime Minister's Office/Handout via Reuters

 Viúva de presidente volta ao Haiti após se recuperar em hospital nos EUA

Martine Moise, esposa do presidente haitiano assassinado, Jovenel Moise, ferida no ataque que matou seu marido, voltou ao país caribenho neste sábado (17), disse uma autoridade.

Martine chegou ao Haiti após sua alta de um hospital de Miami, nos Estados Unidos, onde ficou internada por dez dias. Ela desembarcou de um avião particular usando colete a prova de balas e com o braço direito em uma tipoia, acompanhada de seguranças, e foi recebida no aeroporto de Porto Príncipe pelo primeiro-ministro interino, Claude Joseph.

Mais cedo, ainda no hospital, a primeira-dama haitiana emitiu uma declaração gravada em crioulo acusando os inimigos de seu marido de querer “matar seu sonho, sua visão, sua ideologia”.

Jovenel Moise foi morto em 7 de julho por homens armados que invadiram sua casa particular em um ataque que, segundo as autoridades, envolveu haitianos, haitianos-americanos e ex-soldados colombianos.

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No mesmo dia em que o presidente foi morto e Martine ficou ferida, as autoridades haitianas iniciaram uma perseguição contra o grupo que supostamente perpetrou o assassinato.

A polícia informou que, após um confronto que durou até a noite, conseguiu prender 18 ex-militares colombianos, os quais acusou de cometer o assassinato de Moïse.

Três outros supostos mercenários colombianos foram mortos, enquanto cinco conseguiram escapar e ainda estão foragidos.

O chefe da Polícia Nacional do Haiti, Léon Charles, anunciou que o médico haitiano radicado na Flórida Christian Emmanuel Sanon também foi preso como suposto mentor da conspiração, na qual o senador John Joel Joseph, atualmente foragido, teria tido papel crucial.

O chefe de segurança de Moïse, Dimitri Herard, e outro haitiano-americano, James Solages, também foram presos.

Por sua vez, a Polícia colombiana identificou na sexta-feira um ex-funcionário do Ministério da Justiça do Haiti como a pessoa que deu a ordem para que os mercenários cometessem o assassinato.


Fonte:G1





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