Caso 'Xandy do Motocross': julgamento de acusado de matar pecuarista a tiros começa em Ariquemes
Réu responde por homicídio qualificado. O crime aconteceu em um posto de combustíveis de Ariquemes e, segundo a investigação, teria sido motivado por uma questão amorosa - Foto: Reprodução/Redes sociais
O julgamento de Matheus Vítor Uliana Nascimento, acusado de matar o pecuarista Nelson Alexandre Melo, conhecido como "Xandy do Motocross", começou nesta quarta-feira (22), em Ariquemes (RO). O crime aconteceu em fevereiro de 2025.
O pecuarista foi morto a tiros em um posto de combustíveis da cidade. Após o crime, Matheus chegou a se apresentar à polícia e foi liberado, mas voltou a ser preso preventivamente meses depois durante as investigações.
O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) denunciou Matheus Vítor Uliana Nascimento por homicídio qualificado. Na denúncia, a 5ª Promotoria de Justiça de Ariquemes apontou três qualificadoras para o crime: motivo torpe, perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Segundo as investigações, o acusado, morador de Porto Velho, viajou cerca de 200 quilômetros até Ariquemes armado com uma arma de fogo. De acordo com a apuração, ele e a vítima marcaram um encontro em um posto de combustíveis da cidade, onde o crime aconteceu.
A Rede Amazônica entrou em contato com a defesa do réu, mas não teve resposta até a última atualização desta reportagem.
Relembre o caso
Nelson Alexandre Melo, de 30 anos, conhecido como "Xandy do Motocross", foi morto a tiros em um posto de combustíveis de Ariquemes. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele foi baleado.
Segundo o boletim de ocorrência, Nelson entrou no posto de combustíveis com o carro e cercou o veículo do suspeito. Em seguida, caminhou em direção ao automóvel. Nesse momento, o motorista abaixou o vidro e efetuou os disparos.
O pecuarista foi socorrido e levado ao Hospital Regional de Ariquemes, mas não resistiu aos ferimentos.
Após o crime, Matheus se apresentou espontaneamente na Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp), confessou o homicídio e entregou a arma usada nos disparos.
Na ocasião, ele foi autuado por porte ilegal de arma de fogo, mas foi liberado após pagar fiança. A polícia entendeu que, naquele momento, não havia elementos suficientes para sustentar a prisão em flagrante por homicídio, diante dos indícios de legítima defesa.
Segundo as investigações, o crime teria sido motivado por uma "questão amorosa", conforme informou o delegado responsável pelo caso na época.
Prisão do acusado
Meses depois, Matheus Vítor Uliana Nascimento voltou a ser preso preventivamente. A prisão foi decretada após um novo inquérito apontar que ele passou a procurar e ameaçar pessoas ligadas ao processo.
No dia da operação, a Delegacia Regional de Ariquemes cumpriu um mandado de prisão e outro de busca e apreensão no município. Já o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP-RO, cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Porto Velho.