20/08/2026 15:13h - Mato Grosso do Sul - Policial

Estudante de biomedicina morre após galho cair sobre a cabeça

Khadyja Gharyb Rocha, de 23 anos, foi atingida na cabeça enquanto passava por calçada no Parque dos Poderes, em Campo Grande (MS) - Foto: Reprodução

Uma estudante de biomedicina morreu na tarde de quarta-feira (19/8) após ser atingida na cabeça por um galho de árvore no Parque dos Poderes, em Campo Grande (MS). Khadyja Gharyb Rocha tinha 23 anos. Ela cursava o 6º semestre do curso em uma faculdade particular da capital e havia completado aniversário no sábado (15/8). Entenda o acidente O caso aconteceu no fim da tarde, enquanto Khadyja passava pela calçada da Avenida do Poeta. Segundo o Corpo de Bombeiros (CBMMS), um galho se desprendeu e caiu sobre a cabeça dela. Os bombeiros tentaram reanimar a jovem no local, mas ela não resistiu aos ferimentos e morreu ainda na calçada. Familiares foram até o parque e reconheceram o corpo. Peritos da Polícia Civil (PCMS) e policiais militares também atenderam a ocorrência. Segundo apurado no local, o galho teria se soltado na parte interna da cerca que cerca a área de reserva. Ao bater no arame, parte do tronco se rompeu e caiu sobre a estudante. A Polícia Civil investiga o caso. As circunstâncias da queda do galho e a dinâmica exata do acidente são apuradas. O diretório acadêmico do curso de biomedicina publicou uma nota de pesar e destacou a trajetória de Khadyja. O que diz o governo Após o acidente, o Governo de Mato Grosso do Sul informou que uma avaliação técnica não encontrou sinais externos que indicassem a queda do galho. De acordo com o governo, o aceiro da área estava limpo e não havia cipós comprometendo a árvore. O estado afirmou que fatores naturais podem alterar a estrutura das árvores com o tempo, mesmo sem sinais visíveis. Ventos fortes, rajadas e períodos de instabilidade também aumentam o risco de queda de galhos. Imasul ampliará vistorias O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) informou que vai ampliar as vistorias em locais de circulação de pessoas. A fiscalização vai priorizar pistas de caminhada e ciclismo, vias, pontos de ônibus, estacionamentos e outras áreas públicas. Durante as inspeções, as equipes vão checar sinais de risco, como inclinação, cavidades, danos nas raízes, deterioração e galhos ou árvores mortas. O Imasul destacou que faz podas seletivas e retirada de galhos comprometidos periodicamente. A remoção de árvores pode ocorrer quando houver indicação técnica e autorização. O governo lembrou que o Parque Estadual do Prosa é uma unidade de conservação de proteção integral. Por isso, qualquer intervenção na vegetação precisa seguir critérios técnicos, ambientais e legais. Segundo o estado, o objetivo é ampliar a prevenção e reduzir riscos em áreas de circulação, sem deixar de preservar a vegetação e a biodiversidade.

Fonte: Metrópoles

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