Falso líder religioso é preso suspeito de estupr4r mulheres durante rituais de “limpeza espiritual”
Investigação aponta que vítimas eram entorpecidas com bebidas alucinógenas antes dos abusos, cometidos sob promessa de cura espiritual - Foto: Reprodução
Um homem que se apresentava como líder religioso foi preso nesta segunda-feira (9) suspeito de estuprar mulheres durante supostos rituais de “limpeza espiritual”. A prisão ocorreu em Guarujá, no litoral de São Paulo, após investigações que apontam a prática de abusos sexuais contra pelo menos quatro vítimas.
De acordo com a Polícia Civil de São Paulo, o suspeito, identificado como Edson da Cruz, se apresentava como “pai de santo” e se aproximava de mulheres que enfrentavam problemas de saúde ou fragilidade emocional, oferecendo supostos tratamentos espirituais com promessas de cura.
Durante os falsos rituais, o homem convencia as vítimas a ingerirem bebidas preparadas com ervas de efeito alucinógeno. Após ficarem entorpecidas, ele afirmava que o procedimento espiritual exigia relações sexuais, momento em que cometia os abusos, segundo as investigações.
As apurações também revelam que, após os crimes, o suspeito intimidava as mulheres para que não procurassem a polícia. Em um dos casos, uma vítima registrou ocorrência e, posteriormente, recebeu ligações de número privado com ameaças para desistir da denúncia.
Até o momento, quatro vítimas foram oficialmente identificadas, duas em Guarujá e outras duas em Osasco, na região metropolitana da capital paulista. A polícia não descarta a existência de outras vítimas e considera que o número pode ser maior.
Ao autorizar a prisão temporária, a Justiça destacou que os elementos reunidos indicam crimes de violação sexual mediante fraude e estupro de vulnerável. A medida também foi considerada necessária para evitar destruição de provas e garantir o avanço das investigações.
O mandado foi cumprido por equipes da Delegacia Sede de Guarujá, com apoio da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). Além das acusações de crimes sexuais, Edson da Cruz também responde a denúncias de violência doméstica contra a ex-companheira. Ele foi encaminhado à Cadeia Pública de Guarujá, onde permanece à disposição da Justiça.