03/11/2026 11:20h - Rondônia - Policial

Irmão resgata corpo de homem morto a tiros em reserva indígena e o leva até delegacia em RO

Crime ocorreu na Reserva Indígena Roosevelt, em Espigão d'Oeste. Polícia Militar afirmou que viaturas não chegam ao local devido ao difícil acesso e familiares precisaram resgatar o corpo - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Um homem de 51 anos, identificado como Marinaldo Farias de Oliveira, foi encontrado morto com marcas de tiros dentro da Reserva Indígena Roosevelt, a cerca de 150 km de Espigão d'Oeste (RO). Devido à dificuldade de acesso ao local, o irmão da vítima precisou resgatar o corpo por conta própria e levá-lo até a delegacia na segunda-feira (2) para registrar o crime. De acordo com o boletim de ocorrência, a suspeita é de que Marinaldo tenha sido morto no fim da tarde de sábado (31). O irmão relatou à polícia que só soube do caso por volta do meio-dia de domingo (1º), após uma testemunha caminhar vários quilômetros para avisar sobre o ocorrido. Um homem foi apontado pelos denunciantes como possível autor do crime. Ele algou que Marinaldo caiu em uma armadilha de caça e apontou para os familiares onde o corpo estava. Após percorrerem cerca de 15 quilômetros, os familiares encontraram a vítima sem vida às margens de uma estrada, com marcas de tiro na cabeça e na parte superior do corpo. O corpo foi colocado em um veículo e levado à delegacia de Polícia Civil de Espigão d'Oeste, junto com o suspeito. Na delegacia, o homem foi ouvido pelo delegado plantonista, que decidiu não realizar a prisão em flagrante. Uma espingarda foi apreendida, e a Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar as circunstâncias da morte. Dificuldade de acesso O irmão da vítima relatou que, antes de fazer o resgate, procurou a Polícia Militar (PM), mas foi orientado a buscar o corpo com a ajuda de parentes devido à falta de acesso para as equipes policiais. Questionada pela Rede Amazônica, a Polícia Militar informou, em nota, que a área é de difícil acesso e impossibilita o tráfego de viaturas. Por Fernanda Bonilha, Rede Amazônica

Fonte: G1

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