14/09/2026 15:36h - Ariquemes - Policial

Mais de 10 anos depois, fazendeiro e policiais acusados de matar jovens são julgados em RO

Alysson foi encontrado carbonizado em Cujubim (RO), enquanto o corpo de Ruan nunca foi localizado pelas autoridades. Entre os réus estão um fazendeiro, seu amigo e 3 policiais militares.

Mais de 10 anos depois do crime, o julgamento de cinco acusados de participação nas mortes de Ruan Lucas Hildebrandt, de 18 anos, e Alysson Henrique de Sá Lopes, de 23 anos, começa nesta segunda-feira (14), em Ariquemes (RO). O corpo de Alysson foi encontrado carbonizado dentro de um veículo, próximo à uma fazenda na zona rual de Cujubim (RO). Já o corpo de Ruan Lucas nunca foi localizado. Os crimes aconteceram entre o fim de janeiro e o início de fevereiro de 2016. Segundo o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), a sessão tem previsão de durar cinco dias. Em agosto de 2017, uma tentativa de julgamento foi suspensa porque um dos advogados de defesa não compareceu ao fórum. Posteriormente, em outubro do mesmo ano, o caso chegou a ser julgado em Ariquemes, mas a decisão acabou sendo anulada. Nos dois primeiros dias da sessão realizada em 2017, testemunhas foram ouvidas pelo Conselho de Sentença. A partir do terceiro dia, começaram os interrogatórios dos réus. De acordo com o TJRO, entre os acusados estão o proprietário da fazenda e um amigo do fazendeiro. Além de um sargento da reserva, lotado em Ji-Paraná (RO) e outros dois policiais do 7º Batalhão da Polícia Militar, lotados em Ariquemes e Cujubim. Entenda o caso De acordo com o processo, um fazendeiro de Cujubim (RO), proprietário de uma área rural, contratou um grupo de segurança privada clandestina para proteger sua fazenda após duas reintegrações de posse. Em ambas as ocasiões, grupos de sem-terra foram retirados do local, mas retornaram posteriormente. O proprietário da fazenda ofereceu R$ 105 mil ao amigo para efetuar o trabalho e ele ficou responsável em contratar os policiais militares para proibir a aproximação ou entrada dos sem terras na localidade. No dia 1º de fevereiro de 2016, o corpo de uma pessoa foi encontrado carbonizado dentro de um automóvel incendiado no mesmo local do desaparecimento dos jovens. Após exames do Instituto Médico Legal (IML), o corpo foi identificado como o de Alysson Henrique. Segundo a Polícia Militar (PM), as buscas por Lucas Hildebrandt iniciaram no dia 1° de fevereiro com auxílio da Força Tática, do Grupo de Operações Especiais (GOE), da aérea Falcão 02 e do grupo do canil do 2° BPM, de Ji-Paraná, além de apoio do Corpo de Bombeiros. Entretanto, o jovem não foi encontrado pelos órgãos de segurança pública e as buscas foram suspensas quatro dias depois. O corpo de Lucas Hildebrandt não foi encontrado até hoje. Os militares integrantes do grupo de vigilância clandestina que atuava na área, chegou a trocar tiros com a própria Polícia Militar. Na época, um arsenal de armas de fogo que pertenciam ao grupo foram encontrados dentro de uma caminhonete.

Fonte: G1

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