A investigação sobre a morte da adolescente Marta Isabelle dos Santos Silva, de 16 anos, revelou um quadro extremo de violência e negligência. Informações da perícia apontam que a jovem apresentava lesões graves distribuídas por diversas partes do corpo, indicando sofrimento prolongado antes do óbito.
Entre os principais achados, foi constatada a exposição do osso do braço esquerdo, na região do rádio, além de outro osso exposto na área da clavícula. A adolescente também apresentava um ferimento profundo em uma das pernas, já com presença de larvas, indicativo de infecção avançada e falta de tratamento adequado.
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Nas costas, foram identificadas lesões compatíveis com permanência prolongada deitada, o que reforça a suspeita de imobilização por longos períodos. A perícia também registrou a quebra de um dente frontal e sinais claros de desnutrição severa, evidenciando um estado de extrema debilidade física.
Durante depoimento, o pai relatou que mantinha a filha amarrada à cama durante a noite, utilizando um fio elétrico para restringir seus movimentos, e que a soltava durante o dia, mantendo-a dentro da residência. Ele afirmou não saber como ocorreram várias das lesões encontradas no corpo.
Outro elemento relevante foi a identificação de uma fogueira no quintal da casa, onde foram encontradas roupas e materiais parcialmente queimados. A situação levantou suspeita de possível tentativa de eliminar vestígios, hipótese que segue em apuração pelas autoridades.
Testemunhos também indicam que a adolescente apresentava sinais visíveis de fraqueza extrema, dificuldade para se locomover e estado geral de saúde comprometido. A Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais para esclarecer completamente a dinâmica do caso e as responsabilidades.