Pastor mata esposa com golpes de facão e é condenado a mais de 50 anos
Além de matar a esposa a golpes de facão na frente do filho, pastor também foi sentenciado por lesão corporal contra o adolescente e o cunhado da vítima - Foto: Reprodução
O pastor Natalino do Nascimento Santiago, de 50 anos, foi condenado nesta terça-feira (9) a 50 anos, oito meses e 13 dias de prisão pelo assassinato da esposa, Auriscléia Lima do Nascimento, de 25 anos, no município de Capixaba, no interior do Acre. O júri popular também o responsabilizou por lesões corporais contra o filho da vítima, de 14 anos, e contra um cunhado da jovem.
O crime aconteceu em junho de 2024, na Comunidade Campo Alegre, área rural do município. De acordo com o processo, Santiago atacou Auriscléia com golpes de facão, de maneira brutal e sem chance de defesa. O adolescente também foi ferido na cabeça ao tentar proteger a mãe.
Reincidência e motivação de posse
A Justiça classificou o crime como feminicídio qualificado, destacando a crueldade do ataque, a ausência de possibilidade de defesa e o fato de ter ocorrido na frente do filho menor. A motivação do crime teria sido ciúme e sentimento de posse.
Além disso, o pastor é reincidente em homicídio qualificado, o que agravou a pena.
Dosimetria da condenação
45 anos de reclusão pelo feminicídio
5 anos, 8 meses e 13 dias por lesão corporal grave contra o filho
4 meses e 3 dias por lesão corporal leve contra o cunhado
A Justiça determinou ainda o pagamento de indenização de 10 salários mínimos às vítimas.
A defesa de Santiago é feita pela Defensoria Pública do Acre, que poderá recorrer da decisão.
Histórico de crimes
Natalino do Nascimento já havia sido condenado anteriormente por crimes graves:
2000: condenado a 27 anos pelo estupro e assassinato de Silene de Oliveira Marcílio, em Senador Guiomard (cumpriu apenas 6 anos em regime fechado)
2011: condenado a 35 anos por homicídio no bairro Palheiral, em Rio Branco
Descumpriu medidas após progressão de regime e era considerado foragido
O pastor foi capturado no dia 14 de junho, quatro dias após o assassinato, dentro da Reserva Extrativista Chico Mendes.
Processo segue em andamento
Apesar da condenação em primeira instância, o caso ainda pode ser analisado novamente em outras instâncias. Enquanto isso, Santiago permanece preso.
O caso segue sob acompanhamento do Ministério Público e do Tribunal de Justiça do Acre.