Rondônia, 18 de setembro de 2020

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04/08/2020 09:32

Rolim de Moura

PF deflagra operação contra empresários de Rondônia por fraudes tributárias

Onze mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Rolim de Moura e Alta Floresta D’Oeste - Foto: Polícia Federal

PF deflagra operação contra empresários de Rondônia por fraudes tributárias

A Polícia Federal deflagrou em conjunto com a Receita Federal, na manhã desta terça-feira (4), a Operação Macchiato, com o objetivo de desarticular grupo criminoso responsável pela prática de fraudes tributárias em desfavor da União. Estão sendo cumpridos onze mandados de busca e apreensão nos municípios de Rolim de Moura e Alta Floresta do Oeste.

As investigações apontam que grandes empresários de Rondônia, se valendo de pessoas interpostas (laranjas), constituem empresas fictícias e, posteriormente, simulam, através da emissão de notas fiscais fraudulentas, transações de compra e venda de café. Após movimentarem quantias milionárias, as empresas acabam sendo extintas sem, contudo, adimplirem com quaisquer de suas obrigações tributárias.

Apenas uma das empresas, localizada na cidade de Rolim de Moura, entre os anos de 2010 a 2019, movimentou mais de R$ 94 milhões de modo simulado, a partir de empresas com algum indício de interposição.

Com clara divisão de tarefas, além dos beneficiários diretos, também foram identificados núcleos responsáveis pela criação das empresas fictícias, pela arregimentação de “laranjas”, pela emissão e controle das notas emitidas e pela movimentação dos valores provenientes das infrações penais investigadas.

Após a conclusão das investigações, os envolvidos poderão ser indiciados pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e por crimes contra a ordem tributária.

O nome da operação – Macchiato – faz alusão a uma modalidade de preparo de café, tipicamente italiana. Traduzida do italiano, a expressão “Macchiato” significa “manchado”, o que acaba remetendo à mácula causada à imagem das grandes empresas beneficiadas pelo ilícitos fiscais e criminais praticados e, agora, reprimidos.


Fonte:Polícia Federal





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