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29/10/2026 18:19h - Pará - Policial

Professora é afastada após desejar que filhos de petistas fossem estuprados

Docente de Melgaço, no Marajó, publicou ataques a filhos de eleitores de Lula. Semed abriu processo para rescindir contrato por justa causa - Foto: Reprodução/Redes sociais

Uma professora de Melgaço, no Marajó (PA), foi afastada do cargo após publicar nas redes sociais mensagens com incitação à violência sexual contra filhos de eleitores do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O caso foi confirmado nesta quinta-feira (29/10) pela Secretaria Municipal de Educação (Semed). A professora, identificada como Marinalva do Carmo Gomes, trabalhava em regime de contrato temporário na Escola Municipal de Ensino Fundamental Gervásio Bandeira. Segundo a Semed, foi aberto um processo para rescisão do contrato por justa causa. Nas publicações, a docente usou palavras de baixo calão e expressões agressivas para defender violência contra crianças por causa do posicionamento político das famílias. "Reafirmamos que manifestações dessa natureza são incompatíveis com os princípios e as responsabilidades que devem orientar a atuação dos profissionais da educação", conclui o texto. As mensagens podem configurar crime, com enquadramento na legislação penal, e violam a proteção integral garantida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Professora lamentou episódio Após a repercussão, Marinalva pediu desculpas. "Reconheço que me excedi em minhas palavras e que posso ter magoado e ofendido algumas pessoas. Por isso, venho pedir perdão a cada uma delas, especialmente à equipe da Escola Gervásio Bandeira e à Secretaria Municipal de Educação de Melgaço", escreveu. Em outro trecho, afirmou: "Quero expressar meu arrependimento e dizer que lamento profundamente o ocorrido. Peço desculpas a todos que se sentiram ofendidos pelas minhas palavras. Comprometo-me a ter mais cuidado com minhas atitudes e palavras, para que uma situação como essa não volte a acontecer". A Escola Gervásio Bandeira também divulgou nota de repúdio. No comunicado, afirmou que não compactua com discursos de ódio, preconceito ou manifestações ofensivas e destacou que a proteção das crianças deve estar acima de qualquer divergência política. "A proteção da infância deve estar acima de qualquer divergência política ou ideológica", diz trecho da nota.

Fonte: Metrópoles

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