Três pessoas são presas durante operação contra milícia privada e lavagem de dinheiro em RO
Segundo o MPRO, análise de materiais apreendidos na primeira fase revelou novos suspeitos e indícios de uma estrutura armada ligada a conflitos fundiários - Foto: MPRO
O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) cumpriu três mandados de prisão preventiva nesta terça-feira (22), durante a segunda fase da Operação Labirinto de Bronze. A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro e constituição e manutenção de milícia privada.
Depois da primeira fase, o MPRO continuou investigando e descobriu que um dos suspeitos tem participação econômica em uma empresa que oficialmente está registrada no nome de outra pessoa. O órgão aponta que foram encontrados elementos telemáticos, societários e financeiros como prova.
A Justiça determinou que 50% dos direitos relacionados a essa empresa, que tem sede em Aparecida de Goiânia (GO), fossem colocados sob sequestro judicial.
Na segunda fase, a Justiça também autorizou:
3 prisões preventivas;
1 mandado de busca e apreensão, em Ariquemes;
outras medidas cautelares contra uma investigada, sem prisão.
A primeira fase da Operação Labirinto de Bronze aconteceu em maio. Segundo o MPRO, o material apreendido na ação revelou novos indícios da existência de uma estrutura armada e hierarquizada, com divisão de tarefas, que atua em conflitos fundiários. As investigações também apontaram um esquema para ocultar e dissimular a origem e a propriedade de bens e valores.
Na primeira etapa da operação, foram bloqueados valores em contas bancárias, imóveis, veículos e 1.611 cabeças de gado. Entre os bens atingidos pelas medidas patrimoniais, o valor total ultrapassa R$ 48 milhões.