Rondônia, 04 de dezembro de 2020

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21/11/2020 08:31

Brasília

Jair Bolsonaro diz ser daltônico: 'Todos têm a mesma cor'

Presidente Jair Bolsonaro - Adriano Machado / Reuters

Jair Bolsonaro diz ser daltônico: 'Todos têm a mesma cor'

BRASÍLIA - Um dia depois do brutal assassinato de um homem negro em Porto Alegre, o presidente Jair Bolsonaro postou uma série de mensagens no Twitter nas quais nega racismo no Brasil, diz que é "daltônico" por não ver cor de pele e em nenhum momento menciona o caso. Para Bolsonaro, quem prega conflitos e discórdia deve ir para o "lixo". A manifestação do presidente ocorreu na noite desta sexta-feira, 20, Dia da Consciência Negra, quando ele afirmou que os problemas do País vão além das questões raciais.

"Não nos deixemos ser manipulados por grupos políticos. Como homem e como Presidente, sou daltônico: todos têm a mesma cor. Não existe uma cor de pele melhor do que as outras. Existem homens bons e homens maus. São nossas escolhas e valores que fazem a diferença", escreveu Bolsonaro. "Aqueles que instigam o povo à discórdia, fabricando e promovendo conflitos, atentam não somente contra a nação, mas contra nossa própria história. Quem prega isso está no lugar errado. Seu lugar é no lixo".

João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi agredido até a morte na noite desta quinta, 19, em uma loja da rede de supermercados Carrefour, na capital gaúcha. Um dos agressores era segurança do local e o outro, um policial militar.

Nas redes sociais, Bolsonaro disse que o grande mal do Brasil é a corrupção. "Estamos longe de ser perfeitos. Temos, sim, os nossos problemas, esses muito mais complexos e que vão além das questões raciais. O grande mal do país continua sendo a corrupção moral, política e econômica. Os que negam este fato ajudam a perpetuá-lo", afirmou. Logo depois, sem mencionar o crime que chocou o País, o presidente argumentou que não adianta dividir o sofrimento do povo brasileiro em grupos.

"Problemas como o da violência são vivenciados por todos, de todas as formas, seja um pai ou uma mãe que perde o filho, seja um caso de violência doméstica, seja um morador de uma área dominada pelo crime organizado", observou ele.


Fonte:Estadão





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