07/08/2026 09:07h - Jaru - Saúde

Três casos de raiva são confirmados em propriedades rurais de Rondônia

Pessoas que tiveram contato com bicho infectado receberam vacina preventiva. Órgão exige imunização de mamíferos em raio de 3 km dos focos - Foto: Magnific

A Agência de Defesa Sanitária Agrossilvopastoril de Rondônia (Idaron) confirmou três casos de raiva em animais de propriedades rurais de Jaru. Outros casos suspeitos seguem em investigação e aguardam o resultado de exames laboratoriais. A doença é causada por um vírus e, em animais de produção, é transmitida principalmente por morcegos hematófagos, que se alimentam de sangue. Além dos prejuízos à pecuária, a raiva também representa risco à saúde pública por ser uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida aos seres humanos. Segundo a Idaron, o primeiro caso foi identificado após um produtor rural comunicar que um animal apresentava sinais neurológicos. O animal morreu e, após a coleta de material para análise, o exame confirmou a infecção pelo vírus da raiva. De acordo com a agência, as pessoas que tiveram contato com o animal, entre elas o produtor e um funcionário da fazenda, receberam vacinação antirrábica como medida preventiva. As equipes da Idaron intensificaram o monitoramento nas propriedades da região e orientam os produtores a manterem a vacinação dos rebanhos em dia. Em um raio de até três quilômetros dos focos confirmados, a vacinação contra a raiva é obrigatória para todos os mamíferos, com dose de reforço após 30 dias. A orientação é que os produtores comuniquem imediatamente à Idaron qualquer suspeita de animais com sintomas como: agressividade; dificuldade para andar; salivação excessiva; alterações repentinas de comportamento; outros sinais neurológicos. A agência também recomenda que ninguém tenha contato direto com animais doentes ou mortos. Nesses casos, a Idaron deve ser acionada para que as medidas sanitárias sejam adotadas rapidamente. Segundo o órgão, a vacinação continua sendo a principal forma de prevenir a doença, proteger os rebanhos e reduzir os riscos de transmissão para a população.

Fonte: G1

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