Rondônia, 06 de dezembro de 2019

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18/10/2019 07:08

Porto Velho

Bancada federal tem 450 milhões de reais em emendas para 2020

Opinião de Primeira por Sérgio Pires

Bancada federal tem 450 milhões de reais em emendas para 2020

No total, são 450 milhões de reais, somando-se todos os tipos de emendas a que os parlamentares rondonienses têm direito, incluídos no orçamento da União para o ano que vem. Só as emendas de bancada superam os 250 milhões. O restante são daquelas individuais, em que o parlamentar pode destinar para quem e para onde quiser. Não parece uma enorme fortuna? Um pouco mais e seriam meio bilhão...Infelizmente, o tema tem o efeito Denorex: parece, mas não é. Nos últimos dias, deputados e senadores fizeram uma série de reuniões com Prefeitos, representantes de entidades e instituições, para saberem das necessidades e sobre como vão decidir por repartir esse bolo. Certamente na matemática simples, se chega à conclusão que esses 450 milhões são fichinha, ante as enormes necessidades apresentadas. Todos os 52 prefeitos apresentaram seus pleitos. Representantes da Unir, do Ifro, das polícias militar e civil (a PM por exemplo, pediu até um helicóptero) fizeram uma série de reivindicações para usarem parte dos recursos. Os pleitos do secretário de saúde do Estado, Fernando Máximo, por exemplo, incluem recursos para o futuro Hospital de Pronto Socorro da Capital; para uma nova Maternidade e para o Cametron. Superam os 180 milhões de reais. Ou seja, só na saúde, caso nela as emendas fossem destinadas para atender todas as necessidades, iria mais que um terço de todo o valor.

Embora tenham muitos benefícios e vantagens, há que se registrar também que não é fácil a vida de um parlamentar, que tem que decidir sobre a quem vai ajudar a tirar o pescoço da guilhotina e a quem vai deixar na saudade, sem dinheiro. É uma espécie de Escolha de Sofia. Salva um filho, mas tem que deixar o outro morrer. Há cidades rondonienses que estão literalmente quebradas. Sem dinheiro federal e das emendas, não teriam como sobreviver. A saúde pública precisa de muito mais do que tem, para melhorar o atendimento à população, principalmente a que mais sofre, mas a segurança pública também tem que receber grana para melhorar sua estrutura, num Estado que é tão violento quanto o restante do país. A educação tem que melhorar. E melhorar muito. Jamais conseguirá esse objetivo se não receber incentivos pesados. O DER também quer apoio dos deputados e senadores para fazer suas obras e recuperar as estradas rondonienses, a maioria delas em péssimo estado. Enfim, a carência em praticamente todas as áreas, obriga aos nossos representantes no Congresso a terem muito equilíbrio, bom senso e jogo de cintura. Se escolherem errado, os 450 milhões podem não servir para muita coisa. Se fizerem o certo, poderão ajudar a milhares de pessoas a ter uma vida melhor. Não é uma missão fácil.

JOELHO COM LESÃO GRAVE: DEPUTADO CAI DO CAVALO

Um árabe. Cavalo árabe. Lindo animal, comprado há mais de um ano e muito bem adestrado. Mesmo assim, culpado. Qual a culpa? Foi ele que jogou seu cavaleiro ao chão, deixando-o com uma séria lesão no joelho. A vítima foi o jovem deputado federal Expedito Netto, de destacada atuação na bancada rondoniense na Câmara Federal, reeleito para mais um mandato. Mesmo com fortes dores e ainda se recuperando, já que enfrenta uma séria inflamação no joelho ferido, Expedito ainda foi trabalhar. Participou, nessa quarta, de reunião da bancada, quando se discutia a divisão do bolo das emendas dos parlamentares para o Estado, no ano que vem. Ele está esperando que o local lesionado desinflame, para realizar uma série de exames, entre eles uma ressonância magnética, para saber exatamente o quão sério foi o ferimento. Dentro das possibilidades, continuará seu trabalho, embora as dificuldades de viajar de carro de Rolim de Moura, sua cidade, para outras localidades e dos voos para Brasília. Nada aconteceu com o cavalo árabe, daqueles que enchem as telas do cinema em filmes sobre esses belos animais.

PSDB: MARIANA DIZ QUE RESPEITA TODAS AS LIDERANÇAS

A deputada federal Mariana Carvalho representa o Brasil num dos projetos mais ousados na área de saúde de toda a humanidade. Ela é uma das relatoras do programa da ONU que pretende universalizar a saúde até 2030. De Belgrado, na Sérvia, uma linda e histórica cidade, às margens do Danúbio e do Sava, fundada no ano 263 antes de Cristo, Mariana, presidente regional do PSDB, ligou à coluna, para dar sua versão sobre os acontecimentos relatados nesse espaço, na quinta, em relação a um provável racha dentro do partido que ela dirige. Ela interrompeu por alguns momentos a participação neste grandioso evento mundial sobre saúde, para tratar da questão local na área política. Mariana negou que esteja havendo desavenças na sigla e algum tipo de chega-prá-lá no presidente da Assembleia, Laerte Gomes ou a qualquer outro membro da legenda. Explicou que Laerte deixou de ser o tesoureiro por pedido dele mesmo. Negou que estejam sendo tiradas pessoas ligadas a alguma liderança que não seja a dela e acrescentou: sua gestão, à frente do tucanato, tem se pautado pelo total respeito aos princípios partidários e com forte preocupação com a mais ampla democracia. Há eventualmente aqui e ali, algumas discordâncias, absolutamente normais, numa convivência onde são abrigadas tantas lideranças. Mas, acentuou, jamais usou seu poder de Presidente para tirar algum espaço de quem quer que seja. Para a deputada, o importante é manter a unidade no PSDB, com todas as lideranças possíveis, mas, caso haja alguma delas que queira seguir outros caminhos, não haverá qualquer obstáculo. Pode até haver algum problema interno no ninho tucano, mas o comando partidário considera que todos eles poderão ser resolvidos com uma das coisas que os políticos mais gostam de fazer: conversando!

MDB TEM NOMES PARA 2020

O empresário Dirceu Fernandes assume novamente o comando do diretório municipal do MDB de Porto Velho, com projetos e olhos voltados para a eleição municipal de 2020. Embora não confirme ainda as informações que transitam pelos meios políticos, Fernandes avisa que o partido terá candidatura própria no ano que vem. Pelo menos um trio de pré candidatos estaria sendo “trabalhado” ao menos por enquanto, mesmo que não sejam ainda oficializados pelo comando daquele que, ainda, é o maior partido político do Estado. Um deles é uma surpresa, porque nunca se envolveu com a política partidária. Trata-se do Desembargador Walter Waltemberg, uma das personalidades mais respeitadas dos meios do nosso Judiciário, que é também produtor rural e que será sim procurado pelo MDB, para conversar sobre esse assunto. Outro que faz parte da relação que o partido pretende apresentar à comunidade da Capital é figura bastante conhecida: Williames Pimentel, secretário de saúde em Porto Velho e no Estado, cuja competência é reconhecida em todos os setores. A terceira via é a do ex vereador Jaime Gazola, um dos líderes do Grupo São Lucas e que já demonstrou sua vontade de disputar a cadeira que hoje é de Hildon Chaves. O MDB, aliás, quer mostrar sua força nas disputas municipais em todo o Estado.

BERON FORA DA PAUTA

Houve uma confusão, uma troca de frases conflitantes e, no final, uma informação errada. Culpa também do colunista que não a checou. A notícia sobre o caso Beron, infelizmente, é pior do que se informou. A pauta agendada para a próxima quarta, dia 23, no STF, tem a ver com a discussão sobre a prisão em segunda instância e nada com a dívida criminosa do Beron, que estamos pagando há longos anos e que está sendo agora mote de decisão no Supremo. A verdade é que o processo foi interrompido e não tem nova data para ser discutido. Empurrado com a barriga, novamente. Nessa próxima semana, o governador Marcos Rocha vai tentar reunir-se com o presidente do Supremo, Dias Toffoli, para pedir que o assunto entre na pauta novamente com a maior urgência possível. Por enquanto, o caso Beron no STF está como sua dívida: sem prazo para terminar...

UMA AVENIDA DE FRENTE PARA O RIO

O ex prefeito Mauro Nazif conseguiu 90 milhões de reais do governo federal para começar uma série de obras no centro da Capital, para melhorar a mobilidade urbana. Um dos seus projetos principais era mudar o sentido da avenida Sete de Setembro, que, segundo comentava na época, está “de costas para o rio Madeira”. Não deu em nada. Uma ação judicial impetrada por apenas um comerciante, que não queria a mudança, não só frustrou os planos da Prefeitura como ainda permitiu que os milhões voltassem aos cofres públicos da União. Nem um tostão foi aplicado em Porto Velho e seu centro. Agora, o prefeito Hilton Chaves ressuscita a ideia, só que sem recursos federais. Segundo informa a Prefeitura, “um dos objetivos da gestão de Hilton Chaves é valorizar o centro histórico da Capital”. A ideia é, ainda, colocar a cidade de volta ao seu sentido original, ou seja, de frente para o Madeira. Para isso, “uma das primeiras medidas será mudar o sentido da Sete de Setembro”, diz nota sobre o tema. A mudança seria a partir da confluência com a avenida Nações Unidas. A mudança deve acontecer ainda no primeiro trimestre de 2020.

CDL PREVÊ AUMENTO NAS VENDAS DO COMÉRCIO

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Porto Velho, está apoiando as inovações que a Prefeitura pretende para o centro comercial da cidade. O órgão, aliás, trabalha duro para valorizar o comércio nesta reta final de ano, com a perspectiva de um crescimento significativo nas vendas. Promoções como os Domingões, que serão realizados em três datas em dezembro e premiação em títulos de ouro, semanalmente, no valor aproximado de 5 mil reais, são algumas das promoções. Esses e outros temas fazem parte da entrevista concedida pela presidente da CDL, Joana Joanora a ao programa Direto ao Ponto. A atração da Record News Rondônia (Canal 31, na TV aberta), neste sábado ao meio dia, com reapresentação no Domingo, 7h30 da manhã. partir e sábado à noite, pode ser acompanhado, na íntegra, no site Gente de Opinião.

PERGUNTINHA

Você que está desempregado, sabia que o comércio de Porto Velho vai contratar em torno de 3 mil trabalhadores temporários, nas dezenas de lojas da cidade, para a reta final deste ano?


Fonte:Sérgio Pires





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