Bispo é preso suspeito de abusar sexualmente de jovens em igreja no Entorno
Cléber Cruz, de 43 anos, teria enviado imagens íntimas e cometido atos de natureza sexual contra ao menos quatro frequentadores da congregação - Foto: Divulgação
O bispo evangélico Cléber Cruz, de 43 anos, foi preso pela Polícia Civil de Goiás (PCGO) nessa terça-feira (8/9), em Cidade Ocidental, no Entorno do Distrito Federal. Ele é investigado por suspeita de importunação sexual contra pelo menos quatro jovens que frequentavam a igreja onde atuava.
As denúncias foram registradas na polícia e incluem relatos de supostos abusos e do envio de imagens íntimas a adolescentes. Em uma das mensagens obtidas durante a investigação, o religioso teria escrito a um jovem: "Minha [parte] é que é errada. Acorda toda hora. Rs". Na sequência, ele teria enviado uma foto que seria do próprio órgão genital.
Segundo a investigação, Cléber teria usado a posição que ocupava na igreja para se aproximar das vítimas. Ele atuava como líder de jovens e casais, coordenador de louvor e responsável por uma célula da congregação.
Aproximação com adolescente
O caso veio à tona em 18 de fevereiro de 2026, quando um jovem procurou a polícia para denunciar episódios que, segundo ele, começaram em 2024, quando ainda era menor de idade.
De acordo com o relato, um dos episódios ocorreu dentro do carro do religioso. A vítima afirmou que Cléber a tocava enquanto se masturbava.
O jovem também contou que o bispo teria se apresentado como uma espécie de figura paterna, chegando a se chamar de "pai de consideração" para conquistar a confiança dele e da família.
Inicialmente, segundo o depoimento, o adolescente não considerava inadequadas as conversas mantidas com Cléber pelo WhatsApp. Com o tempo, porém, o religioso teria passado a pedir e enviar fotos íntimas. A vítima também relatou que era tocada de maneira inadequada sempre que encontrava o líder.
A Polícia Civil de Goiás continua investigando o caso para esclarecer as circunstâncias dos episódios e identificar outras possíveis vítimas.
A defesa de Cléber Cruz não havia sido localizada até a publicação. O espaço permanece aberto para manifestação.