09/09/2026 09:09h - Jaru - Geral

Condenada pelo 8 de janeiro, mulher de RO é considerada foragida após ordem do STF

Sílvia de Amorim Jesus, condenada a 14 anos de prisão, deixou de ser localizada após a tornozeleira eletrônica parar de transmitir sinais - Foto: Reprodução

Sílvia de Amorim Jesus, moradora de Jaru (RO) e condenada pelos atos de 8 de janeiro de 2023, é considerada foragida após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar o cumprimento da pena. A tornozeleira eletrônica usada por ela deixou de transmitir informações ao sistema de monitoramento um dia após a expedição do mandado de prisão. Sílvia foi condenada a 14 anos de prisão e aguardava o desfecho do processo sob monitoramento eletrônico. Em 13 de agosto, a condenação transitou em julgado, encerrando a possibilidade de recursos no processo original. O mandado de prisão foi expedido em 27 de agosto. Segundo relatório da Secretaria de Estado da Justiça de Rondônia (Sejus), no dia seguinte, 28 de agosto, o equipamento deixou de enviar dados por estar sem carga. O sistema registrou posteriormente um alerta que indicava um possível rompimento da tornozeleira. A unidade responsável pelo monitoramento tentou entrar em contato com Sílvia pelo telefone cadastrado, mas não obteve resposta. Servidores também foram até o endereço informado, porém ela não foi encontrada. Conforme o relatório, não havia elementos que confirmassem que a mulher permanecia no imóvel. Após oito dias sem conseguir localizar ou estabelecer contato com Sílvia, a unidade de monitoramento formalizou a condição de foragida. Defesa contesta possível rompimento A defesa afirmou que não consegue falar com Sílvia desde que ela foi comunicada sobre o trânsito em julgado da condenação. Os advogados, no entanto, dizem que ainda não há informações suficientes para afirmar que ela tenha rompido a tornozeleira eletrônica. A defesa também pretende apresentar uma revisão criminal para tentar reverter a condenação. Os advogados argumentam que Sílvia é ré primária, possui dificuldades financeiras, trabalha como diarista e é responsável pela criação de uma filha. A Polícia Federal (PF) e o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO), que também acompanham o caso, foram procurados, mas não haviam se manifestado até a última atualização da reportagem.

Fonte: Portal SGC

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