Árbitro tem passaporte recusado, é deportado pelos EUA e fica fora da Copa
Melhor árbitro africano de 2025, somali teve a entrada barrada pelas autoridades dos EUA apesar de apresentar documento. Foto: Reprodução/Instagram / Jogada10
Indicado pela Fifa para trabalhar nesta Copa do Mundo, o árbitro da Somália Omar Artan teve a sua entrada nos Estados Unidos recusada. Diante das dificuldades para conseguir o visto, o juiz teve o apoio da embaixada de seu país, que lhe permitiu obter um passaporte diplomático. Entretanto, a Fifa acabou confirmando o afastamento após ele ser barrado.
O documento foi considerado insuficiente pelas autoridades americanas, que deportaram Omar Artan de forma imediata.
“A Fifa não interfere nos procedimentos de imigração do país-sede, incluindo a emissão de vistos, e foi informada pelas autoridades de que a situação de Artan não será alterada neste momento”, explicou a entidade em comunicado.
“Assim como em competições anteriores organizadas pela Fifa, o governo do país-sede tem a palavra final sobre quem recebe visto e quem é admitido em seu território”, acrescenta a nota.
Considerado um dos grandes nomes do apito em seu continente, o árbitro tem alguns jogos importantes em sua trajetória nos gramados. Foi ele quem comandou a partida de volta da final da Liga dos Campeões da África no ano passado.
O confronto foi entre o Pyramids FC, do Egito, contra o Mamelodi Sundowns, da África do Sul. O duelo, realizado no Cairo, terminou com vitória egípcia pelo placar de 2 a 1. Artan conduziu a partida de forma satisfatória na decisão.
Pela regularidade de suas atuações, ele ainda foi eleito o melhor árbitro africano na temporada de 2025 pela Confederação Africana de Futebol, o que valorizou ainda mais a sua indicação pela Fifa para apitar na Copa do Mundo.