23/07/2026 17:17h - EUA - Mundo

EUA confirmam tarifa sobre trabalho forçado; Brasil terá alíquota de 12,5%

USTR considerou que país falhou no combate à produção que se beneficia de trabalho forçado - Foto REUTERS/Ken Cedeno

O USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) confirmou nesta quinta-feira (23) a aplicação de uma nova tarifa contra 60 países que teriam se beneficiado comercialmente de produtos ligados ao trabalho forçado. As alíquotas são de 10% para países que, segundo o USTR, "se comprometeram a adotar e a aplicar efetivamente proibições à importação de trabalho forçado"; e de 12,5% para países que não teriam adotado tal proibição. O Brasil acabou atingido pela alíquota mais elevada, como adiantado pelo analista de Internacional da CNN Brasil, Lourival Sant'Anna. Alguns produtos foram isentos desse novo episódio de tarifaço. São eles: Materiais informativos, doações e bagagem acompanhada; Todos os artigos e partes de artigos sujeitos às tarifas da seção 232; Matérias-primas que, se sujeitas às tarifas adicionais propostas, poderiam levar à indisponibilidade do fornecimento interno nos EUA; Produtos que poderiam causar perturbações em toda a economia se sujeitos às tarifas adicionais propostas; Certos produtos que não podem ser cultivados ou produzidos em quantidades suficientes nos Estados Unidos ou obtidos de outras fontes; Produtos que, se isentos dessas tarifas, incentivariam as economias a promulgar e aplicar efetivamente uma proibição de importação de trabalho forçado; Artigos para os quais as tarifas adicionais podem não contribuir substancialmente para a eliminação dos atos, políticas e práticas considerados passíveis de ação nas investigações. A nova alíquota entra em vigor à 01h01, no horário de Brasília, desta sexta-feira (24). Mercadorias que já estejam em trânsito para os EUA poderão entrar no país sem cobrança adicional até terça-feira (28).

Fonte: CNN

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