Publicidade

19/10/2026 08:43h - Espigão d'Oeste - Policial

Nove anos após crime, policial militar vai a júri por suspeita de mandar matar biólogo em Rondônia

Eduardo Bezerra é acusado de oferecer R$ 1 mil para que Sidnei B. dos Santos assassinasse Ismael Graunkel - Foto: Divulgação

Quase nove anos após o assassinato do biólogo Ismael Graunkel, a Justiça de Rondônia decidiu que o policial militar reformado Eduardo Bezerra da Cruz e Sidnei Batista dos Santos serão submetidos a júri popular. Eduardo é apontado como mandante do crime, enquanto Sidnei é acusado de executar o homicídio. O assassinato ocorreu em 3 de agosto de 2017, na zona rural de Espigão d'Oeste (RO). A decisão de pronúncia, que determina que os acusados sejam julgados pelo Tribunal do Júri, foi assinada nesta semana. O Ministério Público denunciou os dois por homicídio qualificado. Na época do crime, Eduardo era secretário municipal de Saúde de Espigão d'Oeste. Segundo a denúncia, ele teria planejado a morte de Ismael para evitar que o relacionamento extraconjugal entre os dois fosse descoberto pela esposa do acusado e por outras pessoas. Ainda conforme a acusação, Eduardo procurou Sidnei, que era seu amigo, e ofereceu R$ 1 mil para que ele matasse o biólogo. Ismael foi atingido por três tiros nas costas durante uma emboscada, enquanto tentava fugir. Testemunhas relataram que o local do homicídio era frequentado pela vítima e por Eduardo para encontros. Após o crime, os dois foram presos preventivamente e confessaram o envolvimento durante depoimentos na delegacia. Posteriormente, porém, voltaram atrás nas declarações durante a audiência de instrução e alegaram que haviam sido coagidos a confessar. Ao longo do processo, a prisão preventiva dos acusados foi revogada. Atualmente, ambos aguardam o julgamento em liberdade. A data da sessão do Tribunal do Júri ainda não foi definida. Defesas devem recorrer A defesa de Eduardo Bezerra afirma que o acusado é inocente e informou que pretende recorrer da decisão de pronúncia. Os advogados alegam que a sentença não corresponde a uma análise adequada das provas reunidas no processo. A defesa também ressaltou que a decisão de pronúncia não representa uma condenação e que a presunção de inocência deve ser respeitada durante todas as etapas do processo. Já os advogados de Sidnei Batista dos Santos disseram respeitar a decisão judicial, mas também discordam da pronúncia e pretendem recorrer. Segundo a defesa, Sidnei sustentou ao longo do processo que agiu em legítima defesa diante de uma agressão que colocava sua integridade física em risco.

Fonte: Portal SGC

Notícias relacionadas