28/08/2026 09:00h - Mato Grosso - Policial

Vendedora apontada como peça central em esquema de R$ 50 milhões se entrega à polícia em MT

Suspeita compareceu acompanhada de advogado após ser alvo da Operação Pátio Paralelo - Foto: Divulgação

Apontada pela Polícia Civil como uma das principais suspeitas de um esquema de desvio de veículos em Sorriso, a vendedora Vitória Sara Bezerra Lupatini, conhecida como "Sarinha da Toyota", se entregou à polícia na tarde desta quinta-feira (27). Ela compareceu à unidade policial acompanhada de um advogado, um dia após a deflagração da Operação Pátio Paralelo. A investigação aponta que o grupo teria movimentado aproximadamente R$ 50 milhões ao longo de um ano. Vitória é investigada por suspeita de furto qualificado e associação criminosa e, segundo a polícia, teria exercido uma função considerada estratégica dentro do esquema. De acordo com o delegado Thiago Meira, responsável pelo caso, a suspeita será interrogada nesta sexta-feira (28). A defesa, representada pelo advogado Willian Puhl, informou que pretende ingressar com um pedido de habeas corpus e que Vitória permanecerá em silêncio durante o depoimento. Segundo as investigações, a vendedora teria usado sua função em uma concessionária de Sorriso para intermediar negociações com clientes. Ela seria responsável por captar compradores, receber veículos usados oferecidos como parte do pagamento, indicar contas bancárias para transferências e movimentar recursos. A Polícia Civil também identificou uma movimentação de aproximadamente R$ 8 milhões em uma conta pessoal atribuída à investigada no período de um ano. Investigação começou após suspeita de desvio de veículos O caso envolve clientes que entregaram veículos usados à concessionária como parte da entrada para adquirir carros novos. Conforme a investigação, alguns desses automóveis não teriam seguido o procedimento comercial habitual da empresa. A suspeita é de que os veículos tenham sido encaminhados para outras garagens ligadas aos investigados. Além disso, pagamentos realizados pelos clientes teriam sido direcionados para contas de pessoas físicas e empresas relacionadas ao grupo. A polícia acredita que empresas e contas de terceiros possam ter sido utilizadas para movimentar os valores e dificultar o rastreamento do dinheiro. Algumas dessas empresas, segundo a investigação, também teriam servido para conferir aparência de legalidade às transações. A própria concessionária é considerada pela polícia uma das principais vítimas do esquema. Prejuízo pode aumentar Até o momento, o prejuízo identificado é estimado em R$ 2 milhões. A Polícia Civil, no entanto, acredita que o valor possa crescer à medida que novas vítimas sejam localizadas e prestem depoimento. Entre 15 e 20 possíveis vítimas já foram identificadas durante as investigações. A polícia apreendeu celulares durante a operação e também teve acesso a informações obtidas por meio de quebras de sigilo bancário. O material deve ser analisado para identificar novas movimentações financeiras e possíveis envolvidos. Outros suspeitos já foram interrogados e negaram participação nos crimes. A investigação continua para verificar se outras pessoas participaram do esquema e se Vitória teria envolvimento em outros possíveis crimes registrados em Sorriso.

Fonte: G1

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