“Chega! Já deu!”
Foi com indignação que Bruno Scheid (PL) reagiu, na noite desta quarta-feira (30), à circulação de um áudio atribuído a ele nas redes sociais e em grupos de WhatsApp. O candidato ao Senado negou de forma categórica ser o autor da gravação e afirmou que sua voz foi reproduzida com inteligência artificial para criar uma fake news justamente nos últimos dias antes da eleição.
Para Bruno, o momento escolhido para espalhar o material não é coincidência. Faltando poucos dias para a votação, o candidato avalia que adversários estão recorrendo a ataques cada vez mais baixos na tentativa de atingir sua imagem, provocar dúvidas entre os eleitores e interferir na reta final da campanha.
“Eu jamais falaria qualquer coisa semelhante ao que acabei de ver. É tão baixo e tão criminoso. Eu não consigo pensar como alguém consegue criar tal coisa para tentar me atribuir uma fala que eu jamais, jamais seria capaz de fazer”, afirmou.
A reação ocorre no momento em que Bruno chega à fase decisiva da disputa ocupando posição de destaque em levantamentos eleitorais. Na pesquisa Veritá (registrada sob os números RO-08063/2026 e BR-03566/2026) divulgada em 26 de setembro, o candidato apareceu como primeira escolha para o Senado, com 38,5% dos votos válidos nesse recorte. No voto consolidado, que considera as duas escolhas do eleitor, foi citado por 47,1% dos entrevistados.
Escolhido por Jair Bolsonaro para disputar uma das duas vagas de Rondônia no Senado, Bruno considera que o crescimento de sua candidatura e a proximidade das urnas ajudam a explicar a escalada dos ataques.
Na avaliação do candidato, quando o debate político dá lugar à fabricação de conteúdo e à tentativa de colocar palavras na boca de um adversário, a disputa ultrapassa os limites do confronto eleitoral. E Bruno deixou claro que não pretende assistir calado.
“Nós vamos atrás de quem criou esse vídeo. Atrás de quem criou a minha voz por inteligência artificial. Nós vamos atrás de cada um de vocês”, avisou.
Bruno afirmou ainda que o conteúdo já estaria sendo espalhado em grupos de WhatsApp por pessoas ligadas a candidaturas adversárias. Segundo ele, sua equipe buscará identificar não apenas a origem do material, mas também aqueles que participaram de sua disseminação.
“Para quem divulgou, para quem está espalhando isso em grupo, acabei de ver que tem suplente de candidata mandando isso em grupo de WhatsApp. Nós vamos atrás de cada um de vocês, com a Justiça, com a lei, para mostrar que eu, eu, jamais faria algo desse tipo”, declarou.
O episódio também acende um alerta para os apoiadores de Bruno nesta reta final: com a eleição batendo à porta, conteúdos espalhados rapidamente pelas redes sociais e aplicativos de mensagens podem ser utilizados como arma para tentar confundir o eleitor antes que haja tempo para uma reação.
Bruno foi ainda mais duro ao falar sobre quem, segundo ele, produziu o material.
“Quem tem coragem de criar um vídeo criminoso como esse tem coragem de mais o quê? Roubar dinheiro público? Desviar dinheiro público?”, questionou.
Em outro momento, o candidato associou diretamente o episódio à disputa pelo poder e afirmou que os ataques não serão suficientes para fazê-lo recuar.
“Não vão conseguir me intimidar, não vão colocar este homem de cabeça para baixo. O que vocês estão fazendo é criminoso, é baixo”, afirmou.
Para Bruno, o ataque na reta final revela justamente o contrário do efeito pretendido: adversários estariam demonstrando preocupação com sua força eleitoral quando faltam poucos dias para os rondonienses escolherem seus dois representantes no Senado.
O candidato encerrou sua manifestação prometendo levar o caso até as últimas consequências dentro da lei.
“Nós vamos atrás de cada um que criou isso”, reforçou.
E deixou um último alerta aos eleitores diante do que classificou como uma tentativa desesperada de interferir na eleição por meio de fake news:
“Fiquem atentos! Pelo amor de Deus, fiquem atentos!”