De R$ 5,13 a R$ 48,86: veja quanto custou cada voto recebido pelos candidatos eleitos em Rondônia
Levantamento considera as despesas contratadas declaradas ao TSE e a votação de governador, senadores e deputados eleitos no estado - Foto: Reprodução
O custo por voto dos candidatos eleitos em Rondônia nas eleições de 2026 variou de R$ 5,13 a R$ 48,86, segundo levantamento que compara as despesas contratadas declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com a votação recebida por cada concorrente.
O menor valor foi registrado pelo deputado federal eleito Lucio Mosquini (PL), com 158.421 votos e R$ 813,1 mil em despesas contratadas. A divisão resulta em R$ 5,13 por voto.
O maior custo entre os eleitos foi o de Cristiane Lopes (Pode), também escolhida para a Câmara dos Deputados. Ela recebeu 37.005 votos e declarou R$ 1,8 milhão em despesas contratadas, o equivalente a R$ 48,86 por voto.
A conta é feita dividindo o total dos gastos contratados pela quantidade de votos recebidos. O chamado “custo por voto” é apenas uma comparação financeira. A expressão não significa compra de votos nem indica, sozinha, qualquer irregularidade nas campanhas.
Os gastos declarados incluem publicidade, produção de materiais, contratação de serviços e equipes, deslocamentos, eventos, estrutura e outras despesas eleitorais.
Marcos Rogério teve custo de R$ 11,27 por voto
Eleito governador de Rondônia no primeiro turno, Marcos Rogério (PL) recebeu 537.370 votos. A campanha declarou R$ 6,05 milhões em despesas contratadas, chegando ao custo de R$ 11,27 por voto.
A arrecadação registrada foi de R$ 4,35 milhões. A diferença entre o valor arrecadado e as despesas contratadas pode ocorrer porque uma campanha pode assumir um gasto antes de efetuar o pagamento. Os números também podem ser complementados ou corrigidos durante a prestação de contas.
Senadores eleitos ficaram abaixo de R$ 8 por voto
Os dois senadores eleitos por Rondônia apresentaram custo inferior a R$ 8 por voto.
Fernando Máximo (PL), o mais votado para o cargo, recebeu 570.799 votos. Com R$ 3,28 milhões em despesas contratadas, sua campanha teve custo de R$ 5,75 por voto. A arrecadação declarada foi de R$ 2,79 milhões.
Bruno Scheid (PL) conquistou a segunda vaga com 474.226 votos. A campanha registrou R$ 3,45 milhões em despesas contratadas e R$ 2,85 milhões arrecadados, chegando ao custo de R$ 7,28 por voto.
Veja o custo dos oito deputados federais eleitos
Entre os oito deputados federais eleitos por Rondônia, os valores variaram de R$ 5,13 a R$ 48,86 por voto.
● Lucio Mosquini (PL): 158.421 votos, R$ 813,1 mil em despesas e R$ 5,13 por voto;
● Coronel Chrisóstomo (PL): 51.487 votos, R$ 1,62 milhão em despesas e R$ 31,48 por voto;
● Thiago Flores (União): 43.143 votos, R$ 891,6 mil em despesas e R$ 20,67 por voto;
● Joliane Fúria (PSD): 42.528 votos, R$ 1,49 milhão em despesas e R$ 35,04 por voto;
● Sofia Andrade (PL): 37.984 votos, R$ 1,09 milhão em despesas e R$ 28,87 por voto;
● Cristiane Lopes (Pode): 37.005 votos, R$ 1,8 milhão em despesas e R$ 48,86 por voto;
● Maurício Carvalho (União): 36.242 votos, R$ 1,58 milhão em despesas e R$ 43,77 por voto;
● Dr. Jaime Gazola (Pode): 35.398 votos, R$ 1,46 milhão em despesas e R$ 41,29 por voto.
Cássio Gois teve o menor custo entre os estaduais eleitos
Na disputa pela Assembleia Legislativa, Laerte Gomes (PSD) foi o candidato eleito com a maior votação, com 32.241 votos. As despesas de R$ 756,1 mil resultaram em custo de R$ 23,45 por voto.
Na sequência das maiores votações aparecem:
● Nim Barroso (PL): 29.662 votos e R$ 11,75 por voto;
● Cássio Gois (PSD): 28.988 votos e R$ 5,16 por voto;
● Delegado Lucas Torres (PL): 28.231 votos e R$ 22,38 por voto;
● Jean Mendonça (PL): 26.107 votos e R$ 29,55 por voto;
● Luizinho Goebel (PL): 25.915 votos e R$ 41,02 por voto;
● Ismael Crispin (PP): 24.846 votos e R$ 35,49 por voto;
● Cláudia de Jesus (PT): 24.383 votos e R$ 19,62 por voto;
● Paulo Moraes Júnior (Pode): 23.377 votos e R$ 11,95 por voto.
Entre os 24 deputados estaduais eleitos, o menor custo foi o de Cássio Gois, com R$ 5,16 por voto.
O maior foi o de Pedro Fernandes (PRD), que recebeu 20.080 votos e declarou R$ 831,1 mil em despesas contratadas. O resultado foi de R$ 41,39 por voto.
Valores ainda podem mudar
Os dados financeiros usados no levantamento foram gerados pelo TSE em 7 de outubro de 2026, às 4h05, e ainda podem sofrer alterações. As campanhas podem apresentar contas finais, incluir documentos, corrigir informações ou fazer retificações.
A arrecadação não foi utilizada no cálculo porque uma campanha pode receber mais recursos do que efetivamente gastar. Por isso, a conta considera as despesas contratadas, enquanto o total arrecadado aparece como informação complementar.
Os valores também não permitem concluir, isoladamente, se uma campanha foi eficiente, regular ou irregular. O levantamento mostra apenas a relação matemática entre os gastos declarados e os votos recebidos.