14/08/2026 10:18h - Brasil - Policial

Estudante de Direito que ensinava a evitar golpes é presa suspeita de aplicar fraudes pela internet

Jovem de 22 anos é suspeita de manter falsa loja de celulares com o companheiro e vender produtos que nunca eram entregues - Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, nesta sexta-feira (14), uma estudante de Direito de 22 anos suspeita de participar de um esquema de fraudes na venda de celulares pela internet. A prisão ocorreu durante a Operação Reflexo, coordenada pela 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural). Segundo as investigações, Micaelli Araújo e o companheiro, Rafael dos Santos Damasceno, de 25 anos, criavam perfis falsos que imitavam a identidade visual de uma loja conhecida do setor de telefonia para atrair consumidores. O caso chamou a atenção dos investigadores porque, nas redes sociais, Micaelli publicava conteúdos relacionados à prevenção de golpes. Ela também é estudante do 7º semestre de Direito e estagiária de um escritório de advocacia. Falsa loja funcionava dentro da residência Para dar aparência de legitimidade ao negócio, o casal teria montado uma espécie de loja cenográfica em um cômodo da residência onde morava, em São Paulo. No local, os policiais encontraram caixas vazias de celulares, embalagens, etiquetas e materiais de envio. Segundo a investigação, os objetos eram utilizados para produzir fotos e vídeos que simulavam pedidos reais sendo preparados para entrega. A estratégia era utilizada para convencer os consumidores de que os produtos anunciados existiam e seriam enviados após o pagamento. Depois que as vítimas faziam transferências por Pix, os celulares não eram entregues. Conforme a polícia, os compradores eram bloqueados pelos suspeitos e perdiam o contato com a suposta loja. Operação apreendeu celulares e bloqueou dinheiro A Operação Reflexo contou com apoio da Polícia Civil de São Paulo e de uma empresa do setor de comércio eletrônico. Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão. Durante a ação, os investigadores apreenderam equipamentos eletrônicos e materiais utilizados para montar o cenário da falsa loja. A Justiça também determinou o bloqueio cautelar de R$ 20 mil em contas relacionadas aos investigados. A polícia apura agora a quantidade de vítimas e a extensão do esquema. Os dispositivos apreendidos serão submetidos a perícia para identificar outras possíveis fraudes. Segundo a investigação, Micaelli não tinha antecedentes criminais. Já Rafael responde a um processo por suspeita de estelionato virtual no Rio Grande do Sul. Os dois são investigados por fraude eletrônica, crime previsto no artigo 171, § 2º-A, do Código Penal, cuja pena pode variar de quatro a oito anos de prisão, além de multa.

Fonte: Metrópoles

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