14/08/2026 08:47h - Goiás - Policial

Polícia investiga funcionária por desvio de R$ 500 mil e gastos incompatíveis com salário

Jovem de 22 anos teria movimentado valores incompatíveis com sua renda e comprado carro novo para o namorado - Foto: Reprodução

Uma funcionária de 22 anos é investigada pela suspeita de desviar cerca de R$ 500 mil do caixa de um supermercado em Aparecida de Goiânia. De acordo com o delegado Henrique Berocan, responsável pelo caso, a jovem trabalhava na empresa havia mais de três anos e recebia aproximadamente R$ 3 mil por mês, mas apresentava um padrão de gastos considerado incompatível com a renda. Entre os bens adquiridos durante o período investigado está um carro zero-quilômetro comprado para o namorado, que utilizaria o veículo para trabalhar. A polícia também apura outras movimentações financeiras e estima que o valor total supostamente desviado possa alcançar R$ 1 milhão. A suspeita chegou a ser presa na segunda-feira (10), mas foi liberada após passar por audiência de custódia. O nome dela e o do supermercado não foram divulgados pelas autoridades. Segundo o delegado, a investigação também pode alcançar o namorado caso seja comprovado que ele tinha conhecimento da origem ilícita do dinheiro utilizado na compra do veículo. Nessa situação, ele poderá responder por crimes relacionados à receptação ou lavagem de dinheiro. A defesa da investigada contestou as acusações e afirmou que as informações divulgadas sobre o caso não correspondem aos fatos. Os advogados disseram ainda que todas as acusações serão questionadas pelos meios legais. Conta bancária chamou atenção Durante a investigação, a mulher teria mostrado a uma colega de trabalho uma conta bancária com aproximadamente R$ 60 mil. O valor chamou atenção dos investigadores por ser considerado incompatível com o salário declarado de R$ 3 mil. Diante das suspeitas, a polícia solicitou a quebra do sigilo bancário da investigada. A medida deve permitir o rastreamento dos depósitos e ajudar a identificar a origem dos recursos movimentados por ela. Funcionários já desconfiavam Conversas obtidas pela polícia também indicam que funcionários de uma casa lotérica frequentada pela investigada já demonstravam desconfiança sobre a rotina financeira dela. Segundo os relatos, a mulher comparecia ao estabelecimento diariamente para realizar depósitos em sua própria conta. As mensagens passaram a integrar o conjunto de informações analisadas pela investigação, que tenta esclarecer como os valores teriam sido obtidos e qual seria a dimensão do suposto esquema.

Fonte: G1

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