01/07/2026 14:15h - Bolívia - Política

Após operação da PF, Jaques aparece ao lado de Lula em evento

Presidente cumpre agendas na Bahia nesta quarta-feira, ambas ao lado do senador que foi alvo de operação da PF que investiga o Banco Master - Foto: Reprodução/CanalGov

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa, nesta quarta-feira (1º/7), de três agendas na Bahia. Na primeira delas, em Alagoinhas (BA), o titular do Planalto apareceu ao lado do senador Jaques Wagner (PT-BA) Esta é a primeira aparição pública dos dois desde que o parlamentar foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master. A ocasião é marcada por acontecer uma semana após Jaques deixar a liderança do governo no Senado em meio ao desgaste provocado pelo caso. A saída foi oficializada na última quarta-feira (24/6), depois de dias de pressão nos bastidores do Palácio do Planalto e do PT. Lula recebeu Jaques no Palácio da Alvorada, quando ficou decidida a saída do baiano da liderança. Em seu lugar, foi nomeada a senadora Teresa Leitão (PT-PE). Durante a inauguração do Hospital Estadual do Litoral Norte, em Alagoinhas (BA), o senador discursou brevemente, exaltou a gestão petista e abraçou Lula. "Presidente, meu abraço carinhoso. Estamos firme aqui defendendo seu nome, o seu projeto. E vamos para cima, porque esse ano é ano de festa da democracia", disse Jaques. Em seguida, o senador Otto Alencar (PSD-BA) se pronunciou. Ele afirmou que, se estivesse na disputa pela reeleição ao Senado — como ocorre com Jaques Wagner — pediria votos ao colega, e não para si próprio. Eleito em 2022, Otto cumpre atualmente mandato de oito anos na Casa e, por isso, não participa das eleições deste ano. "Quero fazer uma homenagem especial. Ele me arrancou lá do Tribunal de Contas, caminho com ele até hoje. São dois votos agora, não pode pedir voto. Mas se fosse eu e você, eu não pediria voto para mim, eu pediria para você. Renunciava meu voto pelo merecimento que você tem comigo", afirmou. "Você é um irmão que eu conheci na caminhada da vida pública, admiração muito grande por você. E você, com sua história ao lado do presidente, não precisa nada. O povo vai explicar isso no dia 4 de outubro, com fé em Deus, Jaques Wagner", completou o senador. Alvo da PF A crise que culminou no afastamento de Jaques Wagner da liderança começou no último dia 18, quando ele foi alvo da operação da PF autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação se baseia em suspeitas de que o senador teria recebido "vantagens econômicas" para atuar em favor do Banco Master no Congresso. Entre os repasses apontados pelos investigadores estão um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões, em Salvador, e transferências que somariam R$ 3,5 milhões a pessoas ligadas ao parlamentar. De acordo com a investigação, o principal elo entre Jaques Wagner e a instituição financeira seria Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. Ele é apontado como responsável por estruturar operações de crédito consignado que impulsionaram o crescimento do Banco Master. Documentos encaminhados ao Banco Central indicam que a expansão do banco ocorreu por meio do Credcesta, modalidade de cartão consignado popularizada na Bahia durante governos petistas e que ganhou escala após a entrada de Augusto Lima no negócio. Em sua defesa, Jaques Wagner tem afirmado a aliados que não atuou em favor do Banco Master e que é alvo de uma injustiça. A defesa do senador recorreu ao STF para anular a ordem que autorizou a operação da PF. Com o avanço das pressões internas, contudo, o entorno de Lula avaliou que o afastamento seria o caminho mais adequado para reduzir o desgaste político, evitar que as investigações afetassem a imagem da gestão e conter eventuais impactos na disputa eleitoral.

Fonte: Metrópoles

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